Controlo Mental

A maior parte da humanidade é feliz sendo carneiros bem comportados, sendo-lhes dito o que fazer e como agir

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O que é a verdade?

A “verdade” é um desses conceitos peculiares que não podem ser definidos com precisão. O típico dicionário declarará que é a “conformidade com um facto ou realidade”. Depois procura por “facto” e descobre que é definido como “algo que é verdade” e acaba por andar aos círculos. E todos nós sabemos que a “realidade” é apenas uma ilusão de qualquer forma.

A “verdade” deriva do latim veritas, um conceito que significa “verificável”, algo que realmente existe como experiência ou observação. O que as pessoas se esquecem é que a opinião geralmente disfarça-se de verdade. Então, como é que esses dois se misturam?

Obtemos informações sobre o mundo ao nosso redor a partir de duas fontes: as nossas sensações (os sentidos espaciais) e a nossa intuição (os sentidos temporais). A sensação é valorizada pelo pensamento e a intuição é valorizada pelo sentimento. (Esse é um clássico conceito junguiano de valoração racional e irracional). A própria valorização é a importância que determinamos que algo tenha, tipicamente baseado na gratificação do ego. Damos maior valor às coisas que nos fazem sentir bem e que nos dão poder. Então, quando se trata de escolher entre esse suculento hambúrguer gorduroso ou um latte de tofu… Eu sei o que vou escolher!

Como todas as informações que recebemos do espaço e do tempo são pesadas e valorizadas pelas necessidades e experiências pessoais, nunca podemos ver a verdade – portanto, a verdade é sempre subjectiva, baseada no nosso extenso sistema de valores, denominado “Weltanschauung” ou visão do mundo. Se acredita que a verdade é objectiva, considere que a Humanidade nem sequer consegue chegar a um consenso sobre a forma do mundo – se é plano, redondo, plano novamente, em forma de esfera achatada, geóide, hiperesfera, membrana n-dimensional – o que quer que esteja na moda este ano.

A visão de mundo é como um quebra-cabeças gigantesco dentro das nossas mentes com peças em falta e uma série delas no lugar errado, porque não sabemos realmente o que as liga às outras secções. Nós juntamos alguns pedaços de céu, aquele lago e aquela árvore no campo, porque era óbvio que aquelas peças do quebra-cabeça estavam juntas. Mas os buracos entre aquilo que nós montamos… é o que procuramos preencher procurando pela “verdade”. E nós só aceitaremos as “peças verdadeiras” que realmente se encaixam nas partes amassadas das peças que já temos.

Muitas vezes encontramos peças do quebra-cabeças que parecem não se encaixar em nenhum lugar, e por isso rejeitamos-las como “falsas”, mesmo que não o sejam. Nesta “era da desinformação”, as peças que já montamos já nos foram entregues, pré-montadas, por aqueles que desejam controlar o que buscamos quando procuramos pela verdade. Às vezes temos que extrair partes inteiras do nosso quebra-cabeça porque tentamos colocar um arranha-céus numa paisagem marítima, e independentemente da forma como tentamos, nunca encontraremos as peças de ligação, porque elas não existem. Mas isso nunca impede que as pessoas procurem e, mais importante, inventem peças que se adequem.

Camadas da Verdade

Existe uma outra forma de preencher a nossa visão de mundo cheia de obstáculos, empilhando os quebra-cabeças uns sobre os outros. Dessa forma, se tivermos um buraco na nossa, poderemos ver a “resposta” mais profunda a outro nível. Esse envoltório de valores disposto em camadas semelhantes às da pele da cebola é bem conhecido em psicologia e existem cinco níveis primários:

  1. A cosmovisão pessoal, que é construída a partir das experiências e observações desta vida e da transição de encarnações passadas (carma, coisas por resolver, etc.). As escolhas feitas a partir da nossa visão pessoal do mundo são consideradas escolhas de livre-arbítrio.
  2. A visão do mundo familiar que herdamos de nossa família e amigos normalmente ensina-nos desde cedo o “comportamento aceitável” ao qual nos referimos como moralidade.
  3. A cosmovisão cultural, o conhecimento geracional da cultura em que fomos criados, é principalmente uma cosmovisão espiritual ou religiosa, desde a qual padronizamos o nosso comportamento ético.
  4. A visão do mundo da sociedade, um corpo de comportamentos adequados que é ditado por aqueles que nos governam, cria interacções sociais com resultados específicos. Leis para o corpo, códigos de conduta para a mente.
  5. A visão do mundo da espécie, inerente à nossa biologia e composição arquetípica que advem do facto de apenas sermos humanos, forma o nosso comportamento instintivo. Quando tudo o mais falha, “pomos um travão” e reagimos instintivamente, em vez de agirmos com base no que aprendemos. A cosmovisão das espécies é a única cosmovisão completa – sem buracos.
Como procurar a verdade

Antes do século 20, a cosmovisão pessoal era extensa – um enorme quebra-cabeças com muitas peças preenchidas, enquanto a humanidade ainda estava curiosa sobre o mundo ao redor dela e envolvida em extensas pesquisas, observando a Natureza e tentando duplicar o que a Natureza estava a fazer para entender como funcionava. Os investigadores daquela época tiveram dificuldades em obter e partilhar informações, já que a tecnologia de comunicação que temos hoje não existia – sem telefones, internet, televisão, programas de rádio, YouTube, etc. Eles estavam limitados a um serviço postal pouco confiável, com correspondência internacional quase impossível – cartas levariam semanas ou meses para chegar, se chegassem lá.

Os anos 50 trouxeram a popularização do rádio e da televisão e a cosmovisão familiar começou a ser preenchida. As visões de mundo podiam agora ser partilhadas com muitas pessoas como histórias. Famílias sentavam-se juntas para ouvirem uma peça de rádio ou assistirem aos programas de entertenimento na televisão – e tendiam todos a assistirem aos mesmos programas, de modo a que o comportamento se movesse no sentido da cosmovisão familiar e para fora da pessoal. Não acontecia porque você queria algo assim, foi assim que a família o fez.

Nos Estados Unidos, um “caldeirão” de culturas, a cosmovisão cultural nunca teve muita influência na psique, porque os Estados Unidos nunca desenvolveram uma identidade cultural e os imigrantes tendiam a fugir das culturas em que haviam vivido. Nos povos monoculturais a religião tendia a ser o factor controlador que é manipulado por aqueles que comandam as igrejas – o primeiro nível de controle dos poderes instituídos.

A visão do mundo societal é a mais significativa, pois a humanidade é uma criatura muito social e precisa de um conjunto fixo de regras para a interacção da sociedade e que cruze as fronteiras culturais e familiares. E alguém precisa de escrever essas regras – e aqueles que fizeram as regras tornaram-se os governantes da sociedade, originalmente a realeza e agora a Nova Ordem Mundial.

A cosmovisão das espécies tem permanecido razoavelmente constante, mas apenas fornece as partes instintivas do quebra-cabeças – como nos comportamos quando não temos o “comportamento aprendido” ao qual recorrer. Como o instinto é a base do mecanismo de sobrevivência, uma incapacidade de valorizar esse nível normalmente resultará na morte.

Agora que vemos como as coisas “se acumulam”, torna-se uma questão bastante simples manipular o que se encaixa na visão global do mundo de cada indivíduo – a sua “verdade”.

O que não puder controlar, destrua

As visões do mundo pessoais e familiares são normalmente subconscientes, aquela área difusa entre a consciência activa e o inconsciente reactivo. Como tal, eles são difíceis de se modificarem porque são protegidos pelo Ego. Todos sabemos como é difícil mudar a mente de alguém, principalmente se valorizam muito o ponto em questão. Isso também se aplica à cosmovisão familiar, pois o ego do grupo protegerá a moral aprendida pelo grupo familiar (amizade biológica ou próxima).

A cosmovisão das espécies é biológica, e por isso é muito difícil de manipular – a menos que manipule a biologia subjacente (genética) da espécie em questão. A humanidade chegou a esse ponto, mas ainda carece da compreensão suficiente do sistema para efectivamente o poder explorar (falta o conceito de tempo 3D à mente).

As visões do mundo cultural e societal são comportamentos que são ensinados por instituições religiosas / espirituais e políticas. Como tal, eles são os mais fáceis de manipular através de campanhas de propaganda e marketing. Mas, para conseguir isso, é preciso superar as visões do mundo pessoais e familiares – o que não puder controlar, destrói. E então os poderes instituídos poderão ter o poder que querem.

A religião e a política andaram de mãos dadas durante séculos e não há muito que possa ser feito relativamente à própria espécie. Assim, o primeiro na “lista de alvos” a abater foi a visão do mundo familiar – o colapso da unidade familiar e a prevenção de relacionamentos próximos entre os amigos.

Isso começou nos anos 70 com o movimento “comunitário”, em que era preciso “uma vila inteira” para criar um filho – não os pais. Acrescente uma creche para separar as mentes jovens e impressionáveis para que elas aprendam apenas valores sociais e não familiares. Qualquer pessoa com mais de 40 anos de idade notou o que aconteceu com a família ao longo dos anos e há abundante material disponível sobre este tópico e, portanto, os detalhes não são necessários. Nós apenas temos que encarar que o conceito da família convencional e a visão de mundo associada, desapareceram agora.

Isso deixou apenas a cosmovisão pessoal, que costumava ser chamada de carácter. A experiência de vida ensinou-nos a distinguir o certo do errado, o bem do mal. Para fazer buracos na cosmovisão pessoal, a humanidade precisava se desligar das experiências da vida – a Natureza. E isso foi feito através de um conceito conhecido como super-socialização. Mova qualquer valor pessoal para a cosmovisão da sociedade, por meio de truques, força ou coerção. E os instituídos controlam esses valores.

O termo “super-socialização” recebe muita publicidade negativa, porque se as pessoas se consciencializassem do que estava a acontecer, elas revoltar-se-iam contra isso e “tornariam isso pessoal”. Isso é visto em conceitos como movimentos de soberania e de individualidade, mas está a tornar-se cada vez mais raro porque as ferramentas usadas para suprimir a individualidade são as que são mal interpretadas como insurgentes para com a sociedade. E essas são as mesmas ferramentas usadas no controle da mente: drogas (álcool, tabaco, recreação, etc.) e tecnologia.

As drogas entorpecem a mente até ao ponto em que a avaliação deve depender do inconsciente para a solução de problemas, uma vez que a valorização familiar já foi destruída. Com o uso suficiente, a mente pára de tentar armazenar dados na visão do mundo pessoal e padroniza a programação social – embora o utilizador acredite firmemente que é a sua escolha de livre-arbítrio. Se reparar, há poucos “pensadores livres” nos dias de hoje, mas muitos milhares de “regurgitadores” pressionando esse botão de “partilhar” – e sem comentários – numa tentativa de simular uma impressão de pensamento criativo.

A tecnologia tornou-se o “ópio das massas”. Ela removeu a necessidade biológica de recordar informações e experiências, com o resultado de eliminar a visão pessoal do mundo. É raro uma pessoa ter uma opinião própria, e a resposta mais comum dada é que “aquele e o outro disseram aquilo”. Quando ela entramos no “aquele e o outro”, caímos no buraco entre as visões do mundo pessoais e familiares, e cai na visão de mundo cultural e societária programável. “Verdade” pelo consenso – não pela observação ou experiência. Isso não é a verdade, mas um engano.

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Como eu gosto de dizer, tudo o que sabe está ao contrário. Quando quer afastar os valores de uma pessoa de algo pelo qual ela seria naturalmente atraída, representa-os como sendo o seu oposto, de modo que a atracção se torne num afastamento. A cosmovisão social é deliberadamente projectada para representar tudo ao contrário, para o manter longe da veritas, daquilo que realmente existe na Natureza e que pode ser observado e experienciado.

A saída

A maior parte da humanidade é feliz sendo carneiros bem comportados, sendo-lhes dito o que fazer e como agir. Mas se está a ler este artigo, é porque se deparou com uma dessas tocas de coelho e está à procura de encontrar algumas respostas para a vida, para o Universo e tudo mais. Para fazer isso, pare de aceitar no que lhe dizem como sendo a “verdade”, pois nada mais é do que uma opinião. Envolva-se na pesquisa como os antigos fizeram para encontrar as respostas por si mesmos e terem opiniões pessoais. E lembre-se da veritas – a observação e a experiência levam à verdade, o que requer o uso do seu corpo, mente e espírito.

Quando é confrontado com uma experiência que não se encaixa nas suas visões do mundo, não a rejeite porque não consegue descobrir onde essa peça se encaixa no quebra-cabeças. Considere isto… faça um “e se”. E se essa peça realmente pertence a essa parte da minha visão do mundo, como é que isso mudaria as coisas? E se a mudança for melhor do que aquilo que já tem, torne-a parte da sua visão pessoal do mundo e veja o que acontece.

O Universo é na verdade um lugar simples baseado apenas no espaço e no tempo, tendendo a seguir a Navalha de Occam, pelo que “todas as outras coisas sendo iguais, a solução mais simples é geralmente a certa”. A verdade torna a compreensão mais simples, embora superficialmente. Parece assim porque é preciso “desfazer” tantas falsidades que foram adoptadas como verdade. Como Dewey Larson, criador da Teoria dos Sistemas Recíprocos disse:

“A complexidade é divertida mas a simplicidade não”.

Dê uma hipótese à simplicidade.

Fonte: https://www.conscioushugs.com/the-nature-of-truth-and-how-to-manipulate-it/?fbclid=IwAR3cTSLSCVxDv1Q2yBRO7C3vgPQ20FuZIbn9xTSQLKBzkrUpDcu-WPpdfzE

Tradução: Prepare For Change

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One Commnet on “A maior parte da humanidade é feliz sendo carneiros bem comportados, sendo-lhes dito o que fazer e como agir

  1. Excelente texto…. de uns tempos.. ate hoje….. desconstruir tudo que aprendi durante minha vida. Confio muito mais, no meu instinto.. se errar.. pelos menos, foi por mim…

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